Corredor verde conecta Rio Grande à Europa e impulsiona a descarbonização do transporte marítimo

.

Terça-feira, 31 de Março de 2026

 

A Portos RS esteve presente no 4º Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul RS, contribuindo ativamente para os debates sobre inovação e sustentabilidade no setor marítimo, com destaque para a apresentação da Odfjell, que trouxe ao centro da discussão o avanço do chamado corredor verde ligando o Porto do Rio Grande à região de Antuérpia e Roterdã (ARA), na Europa. A mediação do painel ficou a cargo de Henrique Ilha, Diretor de Meio Ambiente da Portos RS, que conduziu o diálogo entre Marcelo Pasquali, Vice-Presidente Comercial da Flumar, subsidiária brasileira da Odfjell, além de representantes do setor de energia e indústria, como Robertison Brito, do Grupo Nordex, e Alex Petter, da Renobrax Energias Renováveis.

O conceito de corredor verde apresentado pela Odfjell refere-se a uma rota marítima estruturada para operar com emissões de gases de efeito estufa reduzidas, conectando portos estratégicos por meio do uso de combustíveis sustentáveis e tecnologias de alta eficiência. No caso do projeto em desenvolvimento, o Porto do Rio Grande passa a ocupar uma posição central nessa iniciativa, atuando como ponto de origem de uma rota que conecta o Brasil diretamente ao mercado europeu em bases mais sustentáveis.

Além disso, trata-se do primeiro corredor marítimo estruturado com uso de biodiesel nessa escala entre a América do Sul e a Europa, consolidando-se como um marco relevante na transição energética do setor. De acordo com os dados apresentados, a operação atual utiliza uma mistura de combustível B24, sendo 24% de biocombustível e 76% de VLSFO, o que permite uma redução de emissões entre 20% e 30%, com perspectiva de avanços ainda maiores no futuro. A Odfjell já vem operando essa rota com a utilização de biocombustíveis em viagens de longo curso, posicionando-se como uma das empresas pioneiras nesse tipo de operação. A iniciativa prevê a realização de cerca de 10 a 15 viagens por ano dentro desse modelo, reforçando a viabilidade técnica e econômica do corredor verde.

'Fazemos isso para demonstrar que combustível certificado, tecnologia e infraestrutura já estão disponíveis', afirma Marcelo Pasquali. 'Com isso, mostramos que o biocombustível sustentável é uma opção viável para a navegação de longo curso hoje.'

A apresentação também destacou o papel estratégico do Brasil nesse contexto, não apenas como origem logística, mas como potencial fornecedor de biocombustíveis em escala global. A Odfjell enxerga o país como peça-chave na cadeia de descarbonização do transporte marítimo, especialmente pela capacidade de produção de combustíveis renováveis que podem abastecer rotas internacionais.

Outro ponto relevante abordado foi a construção de parcerias internacionais para viabilizar o corredor, incluindo conexões com importantes hubs portuários europeus, como o complexo de Antuérpia e Roterdã. Essas articulações ampliam as possibilidades comerciais, aumentam a eficiência logística e fortalecem a integração entre continentes sob uma lógica sustentável.

A proposta do corredor verde também se insere em um contexto mais amplo de transformação do transporte marítimo, no qual empresas como a Odfjell vêm investindo de forma consistente em tecnologias de redução de emissões e eficiência energética. A companhia já alcançou metas relevantes nesse campo, antecipando compromissos ambientais e demonstrando que é possível alinhar competitividade com sustentabilidade.

Ao mediar o painel, Henrique Ilha reforçou a importância de iniciativas como essa para o futuro da economia azul no Rio Grande do Sul, destacando o potencial do Porto do Rio Grande como protagonista em rotas internacionais sustentáveis.

O Presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, também destacou a relevância da transição energética para o setor portuário:

'Seguimos comprometidos com o avanço de práticas sustentáveis e com a inserção do Porto do Rio Grande em iniciativas globais que promovam a descarboização e a inovação no transporte marítimo.'

A discussão evidenciou que o corredor verde não é apenas uma inovação logística, mas um passo concreto na direção de um modelo de desenvolvimento que integra crescimento econômico, responsabilidade ambiental e cooperação global. Nesse sentido, a iniciativa ganha força a partir da atuação conjunta entre a Portos RS, a Odfjell e os demais parceiros envolvidos, consolidando uma agenda colaborativa voltada à descarbonização do transporte marítimo.

Com isso, o desenvolvimento do corredor verde Rio Grande¿Europa se afirma como resultado de uma construção coletiva, que reforça o papel estratégico do Porto do Rio Grande e evidencia a importância das parcerias institucionais e empresariais para posicionar o Rio Grande do Sul no centro das transformações do comércio marítimo internacional.

Galeria

A Portos RS utiliza cookies para melhorar o desempenho do site e oferecer uma experiência completa de navegação aos conteúdos e serviços disponibilizados de acordo com nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando ou fechar esta mensagem, você concorda com estas condições.

Fechar