Portos RS articula papel estratégico dos portos na cadeia da energia eólica offshore

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

A Portos RS realizou, na última terça-feira (27), uma reunião no Escritório de Representação do Rio Grande do Sul em Brasília com representantes dos ministérios de Portos e Aeroportos, de Minas e Energia e da Secretaria Nacional de Portos, além de entidades do setor energético. O encontro teve como objetivo apresentar a relevância dos portos do estado na estruturação da cadeia produtiva da energia eólica offshore, considerada uma das frentes prioritárias da transição energética nacional.

Coordenado pelo gerente de Planejamento e Desenvolvimento da Portos RS, Fernando Estima, o encontro contou com a participação de integrantes da diretoria da estatal, como o diretor de Meio Ambiente, Henrique Ilha, a presidente do Conselho de Administração, Jacqueline Wendpap, e o gerente de Relações Internacionais e Parcerias Estratégicas, Flávio Ferreira, além do Presidente do CAP, Carlos Tiego. O secretário-executivo da Representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Henrique Pires, foi o anfitrião da reunião. A reunião também contou com a presença da presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, que integra as articulações entre o setor empresarial e o governo estadual e federal. A Portos RS tem atuado em conjunto com o sindicato para mapear oportunidades e construir soluções integradas de infraestrutura logística e industrial que atendam aos projetos de geração eólica em alto-mar.

Durante o encontro, os representantes do governo federal apresentaram os próximos passos para a consolidação do setor de eólica offshore, incluindo os processos de regulamentação e licenciamento ambiental, bem como os critérios técnicos para definição das áreas marítimas a serem destinadas aos empreendimentos. A presença das equipes técnicas do Ministério de Portos e Aeroportos, do Ministério de Minas e Energia e da Secretaria Nacional de Portos garantiu um diálogo direto com os responsáveis pela formulação das políticas públicas do setor.

De acordo com Fernando Estima, a reunião foi estratégica para alinhar as capacidades dos portos gaúchos com as demandas logísticas da nova cadeia de energia. ¿Estamos estruturando os portos para receber uma indústria de grande porte, que exige movimentação de torres, aerogeradores, bases eólicas e equipamentos com alta complexidade técnica. A infraestrutura portuária precisa estar preparada para atender desde a recepção de cargas até a possível instalação de bases industriais¿, afirmou.

Estima também destacou que o litoral do Rio Grande do Sul possui condições favoráveis à geração de energia a partir do vento, o que coloca o estado em posição estratégica na matriz energética renovável. ¿Essa é uma cadeia produtiva que envolve tecnologias fixas e flutuantes, com exigências operacionais específicas para profundidades de até 50 metros. A conexão entre esse potencial energético e a infraestrutura portuária é essencial para viabilizar os projetos em escala¿, completou.

 

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