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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu nesta segunda-feira (26/01) as primeiras autorizações no país para o processamento de matéria-prima 100% renovável em unidade de refino e para a comercialização de gás liquefeito de origem renovável (Bio?GL). A medida oficializa o início da operação da primeira biorrefinaria do Brasil, que será instalada no município de Rio Grande (RS), marcando um avanço no uso de combustíveis de origem vegetal e no alinhamento da matriz energética brasileira às metas de transição ecológica.
Com investimento estimado em US$ 1 bilhão (aproximadamente R$6 bilhões) o projeto de conversão da Refinaria Riograndense prevê a substituição da atual estrutura de refino de petróleo por uma planta de processamento de insumos renováveis. O empreendimento tem como base tecnológica a cooperação entre a refinaria e a Petrobras, cujos testes de coprocessamento foram validados pela ANP em escala industrial.
Nesse contexto, a Portos RS destaca sua participação no apoio logístico ao projeto, em especial quanto à infraestrutura do Porto de Rio Grande, que será um dos pontos estratégicos para o escoamento de produtos e recebimento de insumos. "A Portos RS tem atuado como parceira no desenvolvimento logístico do projeto, especialmente no planejamento das operações de importação de insumos e exportação de derivados renováveis por meio do Porto de Rio Grande, que será uma das bases estruturantes dessa nova cadeia produtiva", afirma Fernando Estima, gerente de planejamento e desenvolvimento da Portos RS.
Estima também reforça a disposição da companhia em contribuir com outras iniciativas produtivas e sustentáveis no estado. "Parabenizamos a direção da refinaria pelo avanço do projeto e reforçamos que a Portos RS segue como parceira das iniciativas que utilizam a logística do estado para impulsionar o desenvolvimento produtivo."
As autorizações concedidas pela ANP incluem mudanças na permissão vigente da refinaria, viabilizando o uso de óleo vegetal como matéria-prima principal, além da validação técnica do Bio-GL como produto equivalente ao GLP tradicional. Estudos laboratoriais e testes práticos confirmaram que o novo combustível pode ser utilizado com segurança e eficiência em equipamentos residenciais sem necessidade de adaptação, além de oferecer potencial de redução de até 70% nas emissões de CO².
A expectativa é que a iniciativa impulsione uma nova frente produtiva no setor energético nacional, com impactos positivos para a economia gaúcha e ganhos em segurança energética e sustentabilidade ambiental.
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