Mapeamento e Delimitação do Bolsão de Lama - Atualizações*

Terça-feira, 07 de Abril de 2026

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou, por meio do Centro de Monitoramento da Defesa Civil (CMDEC) e de plataformas meteorológicas especializadas, a formação de um novo ciclone extratropical entre terça-feira (7) e quarta-feira (8) de abril, com atuação sobre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

A formação do sistema meteorológico, associada ao avanço de uma frente fria, favorece a ocorrência de tempestades, com previsão de ventos fortes que podem superar 90 km/h, além de temporais isolados em diversas regiões do Estado. A intensidade prevista para o ciclone poderá provocar a ressuspensão de sedimentos e o deslocamento de lama em direção à Praia do Cassino. 

A Portos RS informa que os monitoramentos ambientais mensais indicam a presença de um bolsão de lama localizado em áreas mais profundas, que pode ser transportado para regiões rasas e, eventualmente, alcançar a faixa emersa da praia, em função da direção e da força dos ventos, bem como do padrão de ondas gerado pelo ciclone extratropical.

Como Autoridade Portuária ressaltamos que o fenômeno possui origem ambiental e hidrodinâmica associada à dinâmica natural da Lagoa dos Patos. Programas contínuos de monitoramento ambiental e das operações de dragagem permitem o acompanhamento detalhado do bolsão de lama, da área de descarte dos sedimentos dragados e das condições operacionais das dragas.

As ações seguem as condicionantes estabelecidas na Licença de Operação nº 03/1997 (3ª renovação), garantindo conformidade ambiental e legal junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Segundo a Portos RS, o aparecimento da lama não está diretamente relacionado às atividades de dragagem, sendo os registros esperados consequência das condições oceanográficas associadas à passagem do ciclone.

A dragagem de manutenção foi retomada em 21 de março, após o término da janela ambiental de verão definida pelo IBAMA. Conforme informado pela Autoridade Portuária, a operação vem sendo executada dentro dos parâmetros licenciados, sem registro de inconformidades tanto na atuação da draga quanto no descarte dos sedimentos.

O monitoramento do bolsão de lama segue cronograma mensal de amostragem e evidencia elevada variabilidade natural, com períodos de acúmulo, transporte e dispersão dos sedimentos. O trabalho é realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), no âmbito do Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta), por meio do Contrato de Prestação de Serviço nº 1194/2022.

A iniciativa está prevista no licenciamento ambiental federal, conduzido pelo IBAMA, conforme a Instrução Normativa nº 02/2012, reforçando o acompanhamento permanente das condições ambientais e costeiras da região.

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